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      Os primeiros católicos começaram a chegar à Colônia Blumenau a partir de 1854 e no início foram atendidos, pelo Padre Alberto Francisco Gattone, primeiro vigário da Freguesia de São Pedro Apóstolo - Gaspar, criada no dia 25 de abril de 1861. Ao invés de se multiplicarem pelo Garcia acima, as construções foram se espalhando desde a foz deste último ribeirão até o ribeirão da Velha. Exatamente no meio desse trecho, o Dr. Blumenau reservara terrenos para escola, igreja e cemitério católicos. Conforme oficio de 22 de novembro de 1861, do Presidente da Província, o então diretor interino da Colônia Blumenau, Hermann Wendeburg, respondeu em 15 de janeiro de 1862, que esperava a visita do padre Gattone para inspecionar os trabalhos em andamento com o nivelamento do local já escolhido para futura igreja e cemitério católicos na Colônia. No dia 4 de julho de 1862, Padre Alberto Francisco Gattone enviou ao Dr. Blumenau, pedido de orçamento para construção do primeiro cemitério católico. Em 15 de agosto, Hermann Wendeburg, guarda livros da Colônia, relatou ao padre Gattone, que o serviço de limpeza para a construção do cemitério estava concluído. No mesmo dia, o vigário de Gaspar dirigiu-se ao Dr. Blumenau, perguntando se foi outorgado o dinheiro necessário para a construção do cemitério. As famílias Bader e Buggmann, com o auxílio das demais famílias católicas deram início à construção de uma capelinha de palmitos nas proximidades do local onde se encontra a atual catedral. Padre Gattone veio benzê-la, celebrando ali, a 25 de janeiro de 1865, a primeira missa e festa de São Paulo (mais tarde dado, por ato oficial, como padroeiro da Freguesia), usando, provavelmente, os paramentos que haviam sido transferidos para esta, da capela do Garcia. A partir de então os católicos seriam sepultados, aos fundos da capela, onde se erige, hoje, a Catedral São Paulo Apóstolo. Houve, inclusive, o translado dos católicos que repousavam no cemitério luterano.
Na década de 1930, atendendo aos projetos de construção de nova igreja matriz, o cemitério São José foi transferido para o local, onde se assenta atualmente. Os católicos ganharam espaço no novo local, ocorrendo, também, o translado de todos que estavam no antigo, junto à capela. No correr do tempo, surgiram problemas que desagradavam a toda a comunidade católica. Houve, até, uma reportagem do Jornal de Santa Catarina, focando os sérios problemas do cemitério. Aos 25 de fevereiro de 1984, o jornal estampou uma manchete: “A erosão e o mato estão tomando conta do cemitério São José”. Frei Anselmo, então pároco, foi ouvido e declarou: - “Existe uma necessidade premente de organização. No momento não sabemos o que fazer, mas para o início de março (em 1984), faremos uma reunião com todos os grupos de serviços, ligados à paróquia, para decidir o destino do cemitério”.
Em 20 de julho de 1984 se da inicio há um estudo que elaborou um projeto de recuperação, ampliação e adequação deste Campo Santo as normas e leis vigentes. O pensamento comum á época de que parte da história de Blumenau está preservada neste ambiente e de que o cemitério São José é relicário de pessoas ilustres, as quais deram uma parcela significativa de suas vidas para o desenvolvimento da cidade, reconhecendo-se ainda que estão aqui sepultados muitos daqueles que construíram a nossa cidade e alguns deles a ela emprestaram seus nomes às praças e ruas. Justifica-se a exigência da comunidade blumenauense de que o cemitério São José fosse recuperado e ela teria que ser atendida.
Em 2002, o Cemitério São José / Associação Religiosa Ecumênica São Francisco de Assis, já tendo concluído boa parte da reurbanização do Campo Santo começa a por em prática o projeto de ampliação já dentro das normas e leis ambientais vigentes e a partir de 22 de dezembro de 2003 o cemitério São José começa a liberar para sepultamentos os lóculos da ala vertical do cemitério, que estava ainda em construção e que foi inaugurada em 4/10/2004, já em uso, conhecida como Memorial Ecumênico São Francisco de Assis. Esta obra tem como seu marco maior o fato de que após a sua concepção não houve mais ampliação do número de jazigos tradicionais no cemitério São José / Associação Religiosa Ecumênica Memorial São Francisco de Assis, pelo contrario houve redução, fato este que busca adequar este cemitério as leis ambientas vigentes.
Rua São José, 419 - Centro - Blumenau - Santa Catarina - CEP 89010-220 - Telefone: 47 3322.3950
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